Como nascem e morrem as Empresas

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Brasil tem uma das maiores taxas de empreendedorismo do mundo!!

Quem nunca sonhou em fazer o que gosta e ainda ganhar um bom dinheiro? Motivados por esse desejo, três em cada dez brasileiros entre 18 e 64 anos já possuem o próprio negócio ou estão envolvidos com a criação de uma empresa, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor 2014.

Ao todo, são 45 milhões de profissionais – o equivalente a 571 Maracanãs lotados – investindo seus recursos e esforços num ideal que rende ao Brasil o título de uma das nações mais empreendedoras do mundo, à frente, por exemplo, da China, Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Quem nunca sonhou em fazer o que gosta e ainda ganhar um bom dinheiro? Motivados por esse desejo, três em cada dez brasileiros entre 18 e 64 anos já possuem o próprio negócio ou estão envolvidos com a criação de uma empresa, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor 2014.

Ao todo, são 45 milhões de profissionais – o equivalente a 571 Maracanãs lotados – investindo seus recursos e esforços num ideal que rende ao Brasil o título de uma das nações mais empreendedoras do mundo, à frente, por exemplo, da China, Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Por aqui, a Taxa Total de Empreendedorismo não para de crescer desde o início deste século. Saltou de 20,9%, em 2002, para o pico de 34,5% em 2014. De acordo com Marcelo Nakagawa, professor de Empreendedorismo do Insper, alguns fatores contribuíram para a aceleração do fenômeno no Brasil. “A estabilização da economia, a partir de 1994, trouxe mais previsibilidade e facilidade na hora de elaborar um plano de negócio”, afirma.

Outro ponto que Nakagawa destaca é a ascensão da classe C. Além de um novo mercado consumidor, emergiram potenciais empreendedores. “Sem preparo acadêmico para conquistar o mercado de trabalho, eles passaram a visualizar a realização profissional num negócio próprio”, diz.

DOS SONHOS À PRÁTICA

Empreender é o terceiro maior sonho da população, atrás apenas da compra da casa própria e do plano de viajar pelo país. “Esse desejo se intensificou dos anos 2000 em diante, quando a geração Y começou a colocar suas ideias em prática e a lucrar com elas”, afirma Tales Andreassi, professor de Empreendedorismo e vice-diretor da FGV-EAESP (Fundação Getúlio Vargas – Escola de Administração de Empresas de São Paulo).

O sucesso inspirador de jovens empreendedores pelo mundo, como o de Mark Zuckerberg, do Facebook, e Tallis Gomes, do Easy Taxi, aconteceu em paralelo à queda da qualidade do emprego no Brasil, com jornadas extenuantes e salários cada vez mais arroxados. Esse contexto, segundo Andreassi, contribuiu para que o empreendedorismo ganhasse espaço e respeito.

 COMO É O ENGAJAMENTO AO EMPREENDEDORISMO NO MUNDO
BRASIL: 34,5%

CHINA: 26,7%

ESTADOS UNIDOS: 20% REINO UNIDO:17%

JAPÃO: 10,5%

Fonte: GEM 2014

Apesar das incertezas, a Taxa de Sobrevivência de Empresas segue crescendo no Brasil. Segundo o último estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 81 de cada cem negócios sobrevivem ao primeiro ano, alcançando uma média de dez anos de vida. O índice – o maior de todos os tempos – é um dos responsáveis pelo saldo positivo de empreendimentos no mercado, com impacto direto sobre a geração de renda e emprego.

 

Os dados mais recentes do Cempre (Cadastro Central de Empresas, do IBGE) dão conta de que, em 2012, havia 4,6 milhões de empresas ativas. Esses negócios empregavam 40,7 milhões de pessoas, das quais 83,4% são assalariadas e o restante, sócios ou proprietários. A soma das remunerações chegava a R$ 756,6 bilhões.

As empresas que entraram em atividade naquele ano abriram dois milhões de novos postos de trabalho, um acréscimo de 5% no total de pessoas ocupadas e de 2,8% no contingente de assalariados. Por outro lado, os 799,4 mil negócios que fecharam suas portas (17,4%) foram responsáveis pelas quedas de 3,6% no total de pessoas ocupadas e de 1,3% no contingente de assalariados.

BALANÇO

Entre saídas e entradas, os saldos de empresas e de geração de emprego mantiveram-se positivos. “Ainda que a mortalidade seja alta no Brasil, o impacto macroeconômico resultante das falências é pequeno porque a natalidade também é elevada”, afirma Marcelo Nakagawa, professor de Empreendedorismo do Insper. “O que se observa é a substituição do emprego e a equivalência na geração de receitas”, diz ele.

NEM TUDO SÃO FLORES

Em 2010, quando o PIB cresceu 7,5%, o faturamento das micro e pequenas empresas cresceu 19,8%. Três anos depois, num cenário mais conservador, o PIB subiu apenas 2,5%. Os pequenos negócios, por sua vez, o superaram em termos percentuais e viveram um crescimento de 7,5% no faturamento anual.

Fonte: SMPE

Para Luiz Malta, coordenador de projetos da FNQ (Fundação Nacional de Qualidade), o crescimento da receita anual dos micro e pequenos negócios denota evolução. “Eles estão alavancando o crescimento do PIB, bem como da mão de obra ocupada”, afirma.

No entanto, o que seria uma boa notícia também gera preocupações. “O nível amador de empreendedorismo em que o Brasil se encontra – marcado pela baixa escolaridade e negócios de baixo impacto – é um fragilizador para a economia”, diz Malta.

Ele ainda sugere que, numa eventual crise econômica, as empresas de micro e pequeno porte são as primeiras a se ressentir devido à reduzida capacidade de autofinanciamento. “Na dependência de crédito a juros altos ou do patrimônio dos sócios, colocariam em risco as gerações de emprego e  riqueza, impactariam o PIB e tornariam a recuperação da economia nacional mais lenta como um todo”, diz ele.

Fonte: revistapegn

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Clailton Luiz
Clailton Luiz é empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Professional & Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment, CEO da Line Coaching.
Já ajudou milhares de pessoas a organizarem suas vidas, alavancarem suas carreiras, reestruturarem ou abrirem suas empresas e conquistarem seus sonhos através de seus treinamentos.

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