Aprenda 3 Crenças úteis no Coaching!

Podemos destacar dentro da área do Coaching 3 Crenças úteis que servem para aplicar a vida pessoal e profissional.

1⃣  O mapa não é o território

Em dezembro de 2014, foi publicada a lei que proíbe o uso de animais em circos de todo o país. Este novo regulamento é, talvez, um dos avanços mais notáveis no que se refere ​​a proteção dos direitos dos animais.

Você já observou um elefante no circo?

Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Mas então, o que acontece? Por que o elefante não foge?

Bem, o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Apesar de todo seu esforço e muitas tentativas, nunca conseguiu sair, pois a estaca era muito pesada para o elefantinho. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo. Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Esse é o mapa mental que ele tem da realidade.

Isso muitas vezes acontece conosco!

Vivemos em um excesso de comportamentos, como, “que não podemos ter”, “que não podemos ser”, “que não vamos conseguir”, “que as pessoas são assim” simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes algo não deu certo ou ouvimos tantos “nãos” que “a corrente da estaca” ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o “sempre foi assim”.

“O mapa não é o território” é uma expressão  atribuída de Alfred Korzybski, um engenheiro, filósofo e matemático polonês que publicou esse conceito num encontro da American Mathematical Society em 1931. É uma expressão que se refere à forma como o ser humano interage com a realidade na qual ele se encontra. Ela representa o fato de que não temos acesso direto à realidade em si, mas sim às percepções da realidade em que vivemos.

Enquanto a realidade é representada pelo “território” na expressão de Korzybsky, a nossa percepção da realidade é o “mapa mental” que construímos para descrever o território em que vivemos. Os mapas mentais do mundo não são o mundo em si, mas nossas representações desse mundo.

É por isso que fazemos parte de um número ilimitado de “mundos” criados por todas aquelas pessoas ou seres que interagem diariamente conosco. Para cada um desses mundos, nosso comportamento poderá ser aceitável ou inaceitável. Tudo dependerá das sensações e interpretações que causamos naqueles que interagem conosco.

Geralmente não são os elementos da realidade exterior que nos limitam ou nos fortalecem, mas sim a nossa percepção, o nosso próprio modelo de mundo. Se deseja alcançar os seus objetivos, deverá variar as suas ações. E enquanto estiver a usar o mesmo procedimento, produzirá sempre o mesmo resultado.

Cada um de nós vive a sua realidade, construída pelas próprias impressões e experiências de vida. Atuamos no mundo de acordo com o que dele percebemos, de acordo com o nosso modelo de mundo, o nosso mapa. Construir mapas é uma boa analogia para o que fazemos, é a maneira como damos significado ao mundo, tão vasto e tão rico que, para lhe darmos sentido precisamos simplificar. Os nossos mapas são selectivos, deixam de lado algumas informações e ao mesmo tempo que nos brindam com outras, e são de um valor incalculável para que possamos explorar o território, ou seja, a realidade.

Normalmente concentramos a nossa atenção nos aspectos do mundo que nos interessam, para que possamos realizar bem o nosso trabalho em direcção aos nossos objetivos. Um lenhador, um artista e um biólogo, ao darem um passeio numa floresta, terão experiências distintas. Nesse sentido, se caminha pelo mundo à procura de soluções, encontrará soluções, se procura problemas, encontrará problema.

2⃣  Todo comportamento tem uma intenção Positiva

Todo comportamento tem uma intenção Positiva. Pelo menos pelo ponto de vista de quem o pratica. Esse é um dos pressupostos mais questionados da Programação Neurolinguística (PNL ). Outra maneira de dizer seria que  “Todo comportamento serve ou serviu a um propósito positivo”.

No processo de Coaching, separamos a intenção, do comportamento.  Ou seja, a intenção pode ser positiva, o que não justifica o comportamento! Somos julgados e responsáveis por nossos comportamentos e não por nossas intenções, como diz o ditado popular “ De boa intenção o inferno está cheio “. Em nosso curso Impulsão Profissional trabalhamos de forma intensiva essa técnica, clique aqui e confira!

Em alguns contextos é muito simples entender e aceitar esse conceito de Intenção Positiva, por exemplo: Qual a intenção de uma criança que MENTE dizendo estar com dor de barriga para não ir à escola? A intenção pode ser PROTEÇÃO (se proteger de uma briga ou de uma prova) a intenção pode ser “Ganhar alguma coisa” (ficar em casa e assistir TV ou jogar Minecraft ) em ambos os casos a intenção da criança serviu a um propósito positivo (no ponto de vista dela ). Já o comportamento não.

Porém em casos extremos temos a tendência de discordar desse conceito. Por exemplo: Existe intenção positiva num ladrão que rouba e mata uma idosa indefesa? A intenção Positiva em roubar pode ser “Ganho Financeiro” a intenção de Matar pode ser Proteção (ao matar a testemunha ela não poderá reconhece-lo).

Qual a intenção positiva de um Marido que trai a esposa? Talvez a intenção positiva seja Prazer (prazer sexual) talvez a intenção positiva seja Status (Mostrar para os amigos sua virilidade) ou ainda Auto afirmação (Provar para ele mesmo que ele é capaz). Poderíamos enumerar aqui várias possibilidades de justificar que essa intenção serviu a um propósito positivo (por parte do marido).

Tanto no caso da criança, do ladrão e do Marido Infiel sempre houveram intenções positivas que “motivaram” seus comportamentos. Agora que entendemos o conceito de Intenção Positiva, como podemos utilizá-los a nosso favor? Reconhecer a intenção positiva, dar valor a ela e buscar alternativas.

Esta sequência pode resolver a maioria dos problemas entre as pessoas, desde a briga entre um casal, com filhos, alunos, com os que vivem à margem da sociedade, etc.

Talvez um dia, quando formos capazes de reconhecer a intenção positiva que existe no comportamento de todas as pessoas, nós sejamos realmente capazes de amá-las. Fica mais fácil entender o outro quando nos colocamos em seu lugar, olhamos a situação com os olhos dele e conhecemos o porquê de ele fazer o que faz. Em nenhum momento precisamos concordar com o comportamento!

Desta forma, é possível desaprovar o comportamento de uma pessoa, mas ainda assim continuar gostando dela. Talvez você tenha uma amiga “fofoqueira” ou um amigo “murmurador” um filho “mentiroso”, mas mesmo assim você continua a amá-los pois eles têm alguns comportamentos que você não concorda, mas eles continuam sendo pessoas incríveis. (no seu ponto de vista )

Por isso não devemos desistir de uma criança  porque ela mentiu. O comportamento não foi adequado, mas isso não muda quem essa criança é!  E em relação ao ladrão e ao marido infiel… devemos desistir deles?

3⃣  Perguntas Poderosas

Alguma vez você já ficou sem respostas para certas perguntas ou questionamentos?

Talvez não lhe fizeram as perguntas corretamente. Obter as respostas certas começa com as perguntas certas! O problema é que a maioria de nós não sabe fazer perguntas. Aprender como fazer perguntas que entregam grandes respostas é uma habilidade aperfeiçoada por grandes mestres.

Sócrates disse que fazer perguntas ajuda a incentivar que respostas venham da pessoa que faz as perguntas ao invés de confiar nas respostas externas. É por isso que as perguntas abertas são tão eficazes como uma ferramenta terapêutica. Se você já confortou um amigo que está passando por um momento difícil, isso pode parecer familiar:  você ouve atentamente seu amigo, deixa-o fazer perguntas para as quais ainda não têm respostas, e antes que perceba, ele respondeu-lhe suas próprias questões!

Por que as perguntas são tão poderosas?

Porque demandam respostas, estimulam o pensamento, fornecem valiosas informações, provocam as pessoas a se abrirem aos problemas e as ajudam a se convencerem. Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas! Veja alguns exemplos:

  1. Quem somos? (Os filósofos tentam entender…)  
  2. De onde viemos? (criação ou evolução?…)  
  3. Para onde vamos? (Existem mais de 200 teorias…)  
  4. Como será a economia nos próximos anos? (Os economistas querem explicar…)  
  5. Como o cérebro funciona? (Os cientistas procuram entender…)

O maior valor prático do método de empregar as perguntas reside no fato do questionador não ter a necessidade de possuir todas as respostas. Uma pessoa pode se engajar numa diálogo sem necessariamente conhecer tudo sobre o assunto em questão, desde que ela saiba fazer perguntas interessantes. Para aqueles que não se sentem confortáveis diante de seu conhecimento acerca de uma disciplina ou que não se sentem qualificados para argumentar, o questionamento torna-se uma excelente opção que faz grande diferença num diálogo.

As perguntas têm um poder não expresso. Cada pergunta possui um poder que não está na sua resposta. As perguntas têm um impacto antes de serem respondidas. As perguntas nos fazem pensar. Elas focam nossa atenção. Elas nos levam a outra dimensão da mente. Elas podem nos apontar para o caminho da compreensão e ação. Elas podem motivar as pessoas, fechar um assunto ou acender uma nova ideia. Elas podem intensificar um conflito ou criar pontes.

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Clailton Luiz
Clailton Luiz é empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Professional & Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment, CEO da Line Coaching.
Já ajudou milhares de pessoas a organizarem suas vidas, alavancarem suas carreiras, reestruturarem ou abrirem suas empresas e conquistarem seus sonhos através de seus treinamentos.

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Comentários em “Aprenda 3 Crenças úteis no Coaching!

  1. Olá Clailton Luiz
    É bem verdade, as crenças limitantes são a pior coisa que acontece na vida da pessoa para que ela não cresça em todos os sentidos da vida.

    Responder

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Comentários em “Aprenda 3 Crenças úteis no Coaching!

  1. Olá Clailton Luiz
    É bem verdade, as crenças limitantes são a pior coisa que acontece na vida da pessoa para que ela não cresça em todos os sentidos da vida.

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